12/02/2012

A PALESTINA NO TEMPO DE JESUS

A PALESTINA NO TEMPO DE JESUS

É difícil tirar todo o proveito da leitura dos Evangelhos, se não conhecermos alguma coisa da terra, ambiente e mecanismos da sociedade em que Jesus viveu, há dois mil anos. Isso porque a encarnação do Filho de Deus aconteceu em tempo e lugar determinados, dentro de circunstâncias precisas e bem concretas. Assim, conhecer o contexto em que Jesus viveu não é apenas questão de cultura, mas também, e principalmente, dado necessário para conhecer e avaliar com mais objetividade o que significou a vida, palavra e ação de Jesus. Só assim poderemos perceber melhor o que sua vida, palavra e ação podem significar hoje, no contexto em que vivemos.

A. A TERRA DE JESUS

Jesus viveu na Palestina, pequena faixa de terra com área de 20 mil km2 , com 240 km de comprimento e máximo de 85 km de largura (ver mapa). Corresponderia aproximadamente à área do Estado de Sergipe. Do lado oeste, temos o mar Mediterrâneo. A leste, o rio Jordão.

A Palestina é dividida de alto a baixo por uma cadeia de montanhas que muito influi no seu clima. Com efeito, na parte oeste, o vento frio do mar, ao chocar-se com a parte montanhosa, provoca chuvas frequentes, beneficiando toda a faixa costeira. O lado leste das montanhas, porém, não recebe o vento do mar e, consequentemente, apresenta clima quente e região mais árida. As terras cultiváveis estão na parte norte, na região da Galiléia e no vale do rio Jordão. A região da Judéia é montanhosa e se presta mais como pasto de rebanhos e cultivo de oliveira.



22/01/2012

Periodo Intertestamentário (Parte 3)

O PERÍODO ROMANO
Expansão romana.
O século VIII AC viu a fundação de Roma, e no século V A.C. houve a organização de uma forma republicana de governo ali sediada. Dois séculos de guerras com a cidade rival de Cartago, na África do Norte, chegaram ao fim com a vitória romana (146 A.C.). 
As conquistas feitas na extremidade oriental da bacia do Mediterrâneo, sob o comando de Pompeu, como também na Gália, por Júlio César. Expandiram o domínio romano. 
Após o assassinato de Júlio César, Otávio, que mais tarde veio a ser conhecido como Augusto, derrotou as forças de Antônio e Cleópatra, na batalha naval de Ácio, na Grécia, em 31 A.C., tornando se então o imperador de Roma. 
Dessa maneira, pois, Roma passou de um período de expansão territorial para outro, de paz, o que se tornou conhecido como Pax Romana. 
A província da Judéia interrompeu essa tranquilidade mediante grandes revoltas, que os romanos esmagaram nos anos de 70 e 135 D.C. Contudo, a unidade prevalente e a estabilidade política do mundo civilizado sob a hegemonia de Roma facilitaram a propagação do cristianismo, quando de seu aparecimento.
Administração romana.
Augusto estabeleceu um sistema provincial de governo, cujo desígnio era impedir que os procônsules administrassem territórios estrangeiros visando ao seu engrandecimento pessoal. 
Havia dois tipos de províncias, as senatoriais e as imperiais. Os procônsules, nomeados pelo senado romano para governar as províncias senatoriais, usualmente pelo termo de apenas um ano, prestavam contas ao senado.
Paralelamente aos procônsules havia os delegados, nomeados pelo imperador, os quais de modo geral se ocupavam de questões financeiras. 
Os procuradores governavam as províncias imperiais. Nomeados pelo imperador, os procuradores eram responsáveis perante ele, e exerciam a sua autoridade civil e militar por meio de exércitos permanentes.
IMPERADORES ROMANOS NO PRIMEIRO SÉCULO
Os imperadores romanos seguintes, alistados com as datas de seus respectivos governos, estão vinculados às narrações do Novo Testamento:
•    Augusto (27 A.C.   14 D.C.), sob quem ocorreram o nascimento de Jesus, o recenseamento ligado ao Seu nascimento, e os primórdios do culto ao imperador;
•    Tibério (14 37 D.C.), sob quem Jesus efetuou o Seu ministério público e foi morto;
•    Calígula (37 41 D.C.), que exigiu que se lhe prestasse culto e ordenou que sua estátua fosse colocada no templo de Jerusalém, mas veio a falecer antes que sua ordem fosse cumprida;
•    Cláudio (41 54 D.C.), que expulsou de Roma os residentes judeus, entre os quais estavam Áqüila e Priscila, por motivo de distúrbios civis;
•    Nero (54 68 D.C.), que perseguiu os cristãos, embora provavelmente so-mente nas cercanias de Roma, e sob quem Pedro e Paulo foram martiri-zados;
NOTA: galba e os outros deixam de figurar por irrelevancia à proposta o artigo
•    Vespasiano (69 79 D.C.), o qual, quando ainda general romano começou a esmagar uma revolta dos judeus, tornou se imperador e deixou o res-tante da tarefa ao encargo de seu filho, Tito, numa campanha que atingiu seu clímax com a destruição de Jerusalém e seu templo, em 70 D. C.;
•    Domiciano (81 96 D.C.), cuja perseguição contra a Igreja provavelmente serviu de pano de fundo para a escrita do Apocalipse, como encorajamento para os cristãos oprimidos.

20/01/2012

Periodo intertestamentario (Parte 2)

O PERÍODO DOS MACABEUS
Revolta dos Macabeus.
A resistência judaica fez se sentir prontamente. Na aldeia de Modim, um agente real de Antíoco instou com um já idoso sacerdote, de nome Matatias, a que desse exemplo aos habitantes da aldeia oferecendo um sacrifício pagão. Matatias se recusou a tal. E quando um outro judeu deu um passo à frente em anuência, Matatias tirou lhe a vida, matou o agente real, demoliu o altar e fugiu para a região montanhosa na companhia de cinco de seus filhos e de outros simpatizantes. E foi assim que teve início a Revolta dos Macabeus, em 167 A.C., sob a liderança da família de Matatias, coletivamente chamados de Hasmoneanos, por causa de Hasmom, bisavô de Matatias, ou de Macabeus, devido ao apelido "Macabeu" ("Martelo"), conferido a Judas, um dos filhos de Matatias.
Judas Macabeu encabeçou uma campanha de guerrilhas de extraordinário su-cesso, até que os judeus se viram capazes de derrotar os sírios em campo de batalha regular. 
A Revolta dos Macabeus, entretanto, foi também uma guerra civil deflagrada entre os judeus pró helenistas e anti helenistas. O conflito prosseguiu mesmo após a morte de Antíoco Epifânio (163 A.C.). 
Finalmente, os Macabeus recuperaram a liberdade religiosa, consagraram novamente o templo, conquistaram a Palestina e expeliram as tropas sírias da cidadela que ocupavam em Jerusalém.
Independência dos Macabeus.
Depois que Judas Macabeu foi morto em batalha (160 A.C.), seus irmãos, Jônatas, e posteriormente Simão, sucederam no na liderança. Declarando se herdeiros presuntivos do trono selêucida, um em oposição ao outro, puderam obter concessões favoráveis aos judeus. 
Jônatas começou a reconstruir as muralhas danificadas e os edifícios de Jerusalém. Assumiu, igualmente, o ofício sumo sacerdotal. 
Simão conseguiu o reconhecimento da independência judaica da parte de Demétrio II, um dos que competiam pela coroa dos Selêucidas, tendo renovado um tratado com Roma que originalmente fora firmado por Judas. Tendo sido proclamado como "o grande sumo sacerdote, comandante e líder dos judeus", Simão passou a reunir oficialmente em sua pessoa a liderança religiosa, militar e política do estado judeu.
A história subseqüente da dinastia hasmoneana.(142   37 A.C.) consiste de um relato de contendas internas, derivadas da ambição pelo poder. Os propósitos políticos e as intrigas dos Hasmoneanos alienaram muitos dos Hasidim, de inclinações religiosas, os quais vieram a ser mais tarde os fariseus e os essênios, semelhantes àqueles que produziram os Papiros do Mar Morto, estabelecidos em Qumran. Os partidários aristocráticos, de pendores políticos, do sacerdócio hasmoneano, vieram a ser os saduceus. Finalmente, porém, o general romano Pompeu subjugou a Palestina (63 A.C.), de modo que, durante o período  do Novo Testamento, a Palestina estava dominada pelo poderio romano.

18/01/2012

Periodo Intertestamentário (parte1)


O PERÍODO GREGO
Alexandre o Grande
A história do Antigo Testamento se encerrou com o cativeiro que a Assíria impôs ao reino do norte, Israel, com o subsequente cativeiro babilônico do reino do sul, Judá, e com o regresso à Palestina, de parte dos exilados, quando da hegemonia persa, nos séculos VI e V A.C.
Os quatro séculos entre o final da história do Antigo Testamento e os primórdios da história do Novo Testamento compreendem o período intertestamentário. (ocasionalmente chamados "os quatrocentos anos de silêncio", devido ao hiato, nos registros bíblicos, e ao silencio da voz profética).
Durante esse hiato é que Alexandre o Grande se tornou senhor do antigo Oriente Médio, ao infligir sucessivas derrotas aos persas, quando das batalhas de Granico (334 A. C.), Isso (333 A. C.) e Arbela (331 A. C.).